quarta-feira, 6 de julho de 2016

"Como a Internet está a mudar o nosso cérebro"



Esta semana na revista Sábado temos uma excelente reportagem acerca dos efeitos da Internet  no nosso cérebro.

Podemos dizer que tem efeitos nefastos como nos tornar mais desatentos, prejudica a memória, altera o sono, e causa dependência. Por outro lado treina a visão e combate o envelhecimento.


ESTATÍSTICAS


  • Os gadgets recebem mais vinto minutos de atenção por dia que outros aparelhos;
Em Portugal
  • Metade da população tem smartphones (5 milhões);
  • 87 em cada 100 jovens vão á internet diariamente;
Por causa da tecnologia há zonas do cérebro que ficam mais atrofiadas e outras que se desenvolvem mais.
Perde-se orientação e ganha-se reflexos.


MAIS REATIVOS, MENOS CONCENTRADOS

Os gadgets estão a deixar-nos mais atentos aos estímulos mas dificultam pensamentos reflexivos.
"Se estamos sempre a mudar de tarefas não temos tempo suficiente para aprofundar uma delas."

Mudar constantemente de uma atividade para a outra faz com que o córtex pré-frontal e o corpo estriado queimem glicose. Resultado: as reservas energéticas esgotam-se e o cérebro vagueia.

"Receber novas informações ativa os mecanismos de recompensa do cérebro o que faz com que seja procurada mais informação, que resulta num estado de inquietação."


"Jovens do ensino secundário que estavam ligados constantemente às redes sociais e enviavam mensagens regularmente se empenhavam menos em atividades auto-reflexivas do que os que recorriam menos à tecnologia.
Preocupavam-se mais com temas fúteis como o aspecto físico e menos questões morais (viver de forma honesta ou ajudar os outros).

O mesmo aocntece em relação às memórias: sempre que nos esforçamos para nos lembrarmos de um detalhe ou nome, reforçamos essa recordação.
"Repetir passivamente a informação (procurá-la na internet repetidamente) não cria uma memória sólida.



Zonas do cérebro afetadas pela tecnologia



SEM SENTIDO DE ORIENTAÇÃO

"O GPS deve ser usado com cuidado (...) a navegação é uma competência ou se usa ou se perde."

"A memória espacial humana é notável.
O GPS contudo pode por esta capacidade em causa. O hipocampo cerebral, zona responsável pela memória e pela navegação espacial, é mais desenvolvido nas pessoas que se deslocam sem recorrer a tecnologias, concluiram investigadores."

Os taxistas de Londres por exemplo revelaram ter mais massa cinzenta na parte posterior do hipocampo por utilizarem normalmente o seu "sentido de orientação" o que implica que tenham menos hipóteses de contrair Alzheimer.



"Os smartphones, tablets e computadores emitem uma luz azul que mimetiza a luz solar e pode atrapalhar os ciclos do sono."


VISÃO APERFEIÇOADA

Os videojogos podem tratar de casos de ambliopia (diminuição da acuidade visual, conhecida como "olho preguiçoso". Ou seja, ajuda a "treinar" a visão e permite ao cérebro processar informação em menos tempo.



"Ler ao computador envolve mais áreas no cérebro que ler de forma tradicional."



CAPACIDADE DE INTERPRETAR EMOÇÕES

As novas tecnologias também influenciam a capacidade de comunicar.
A capacidade de interpretar emoções humanas diminui quando interação face a face é mediada por dispositivos electrónicos.



"Até aos 2 anos as crianças não devem ter acesso aos gadgets."




in "Sábado", Julho 2016

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