sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Apple: o quanto me desiludes!





Lamento aficionados da Apple, não venho aqui falar sobre o lançamento do novo e igual aos outros iPhones (desta, a saga já vai no 7...) mas sim sobre a multa que envolveu a empresa na semana que passou em 13 mil milhões de euros de IRC (impostos).



E já não é a primeira vez que a empresa é posta em causa por não pagar os seus impostos, ainda se fosse por falta de dinheiro mas estamos a falar da empresa Nº1 em lucros no Mundo (!!) e mesmo assim....


Mais interessante ainda foi a resposta de Tim Cook ao sucedido, tamanha desilusão...no final alegou que deveria ser uma empresa que deveria pagar pouco IRC pelos seguintes argumentos paupérrimos como iremos ver de seguida (artigo do dinheirovivo.pt):



  • "Orgulho-me de dar emprego a 6.000 mil pessoas na Irlanda (...) crio 1,5 milhões de empregos na Europa."
"Esquecendo-se de anotar que uma parte muito pequena das vendas e produção vem da Irlanda. Todos os lucros da Apple na Europa em grande parte do mundo são atribuídos aos trabalhadores irlandeses e por isso não são taxados em mais lado nenhum. Por isso, 6.000 mil é um número pequeno e não um número grande."


  • "A Apple é a companhia que mais impostos paga na Europa."
"Mas em 2015 foi também a empresa mais lucrativa do mundo com 50 mil milhões de euros de lucros. Por outro lado tem poucos créditos fiscais, quer porque não perde dinheiro há muitos anos e não tem subsídios estatais envolvidos."


  • "Bruxelas está a sobrepor-se à Lei Irlandesa"
"Em termos de argumentação isto é bem ingéno. 
A Apple farta-se de explorar ao máximo a interpretação de um conjunto de leis fiscais, irlandesas e europeias para quase não pagar IRC. 


  • "Existe uma necessidade de reformar o IRC"
"É à imagem do que acontece em Portugal, quando alguém dá um passo para avançar com a reforma o argumento é o mesmo: "Reformar sim, mas esta reforma é que não."


"Por outro lado, o IRC é actualmente um imposto ineficiente e facilmente manipulável que faz pouco sentido num mundo de multinacionais."



Ricardo Reis
Professor de Economia da London School of Economics, em Londres
dinheirovivo.pt

Sem comentários: