quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Um dilema chamado Fibra Óptica! (Actualizado)




O mercado das Telecomunicações português, para quem o conhece e o tem vindo a acompanhar de há uns anos para cá, sofre de falta de competividade.
É claro que as 3 operadoras nacionais (não considero neste caso a NOWO - antiga Cabovisão - pois essa sim faz realmente uma oferta diferenciadora no mercado - é mesmo NOWA) existem equipamentos e alguns serviços diferentes mas no que toca a preços e ofertas não diferem muito.


Mas a culpa pode até nem ser delas totalmente: esta semana Bruxelas aprovou (e recomendou) que a Fibra Óptica da MEO - o operador que abrange mais território nacional - fosse feita acordo que permitisse a partilha com os outros operadores de forma a haver mais do que uma oferta terrirorial disponível e claro aumentar a competição.


Algo que, de forma insólita, a ANACOM - organismo máximo de regulação do mercado nacional - veio anunciar publicamente que a MEO não era obrigada a partilhar a sua rede com os outros operadores. Algo muito triste no que toca ao interesse do consumidor pois certamente estará a servir os interesses superiores...


Em entrevista ao público na semana transacta, o presidente da Vodafone - Mário Vaz - veio referir que é de facto uma atitude de "retrocesso" ou de não desenvolvimento, a que foi tomada pela ANACOM e que desta forma vai ser difícil outro operador que não seja a MEO competir com os demais.

"Está é uma "Não Decisão" tomada pela ANACOM à qual só tinha de ser dada uma resposta positiva e possível." foram estas algumas das palavras do actual presidente da Vodafone.



O país que temos é um país de lobbies onde são servidos primeiro os interesses das empresas e só no final do consumidor.

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